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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Um Pequeno Truque da Mente, Mitch Cullin


O livro retrata o personagem Sherlock Holmes com 93 anos de idade. O Holmes da história apresenta todos os sinais de uma pessoa nesta faixa etária, com todas as suas limitações, como dificuldade de locomoção, agilidade reduzida, perda de memória. Além disso, depois que se aposentou, Holmes manteve um hobby: torna-se apicultor, e nos cuidados com as abelhas ele gasta grande parte de seu tempo. A obra recebeu algumas críticas pelo fato de ter distanciado o herói do homem; no livro o herói quase não aparece, dando espaço à humanidade do protagonista.
Cullin aborda com este livro a etapa final da vida do homem. Sob este aspecto, acredito que ele obteve sucesso. Além disso, a história se dá, ora com o narrador em terceira pessoa, pra retratar o tempo presente; ora com o narrador em primeira, que é quando o próprio Holmes descreve um episódio de seu passado de detetive. É interessante observar as relações interpessoais do livro. O autor descreve cada uma com detalhes, e tudo isso sem deixar a história cansativa.
Ainda é possível ver que durante todo o transcorrer do livro, o autor apresenta pequenos truques da mente, como propõe no título, desde os esquecimentos de Holmes, a mulher com o filho morto nos braços que acredita que ainda pode salvá-lo, os efeitos da música sobre a mente humana, até o truque desenvolvido por Holmes para superar as perdas das pessoas que amava.
Vale a pena ler.

Fernando Lima

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