O livro retrata o personagem
Sherlock Holmes com 93 anos de idade. O Holmes da história apresenta todos os
sinais de uma pessoa nesta faixa etária, com todas as suas limitações, como dificuldade
de locomoção, agilidade reduzida, perda de memória. Além disso, depois que se
aposentou, Holmes manteve um hobby: torna-se apicultor, e nos cuidados com as
abelhas ele gasta grande parte de seu tempo. A obra recebeu algumas críticas
pelo fato de ter distanciado o herói do homem; no livro o herói quase não
aparece, dando espaço à humanidade do protagonista.
Cullin aborda com este livro a
etapa final da vida do homem. Sob este aspecto, acredito que ele obteve
sucesso. Além disso, a história se dá, ora com o narrador em terceira pessoa,
pra retratar o tempo presente; ora com o narrador em primeira, que é quando o
próprio Holmes descreve um episódio de seu passado de detetive. É interessante
observar as relações interpessoais do livro. O autor descreve cada uma com
detalhes, e tudo isso sem deixar a história cansativa.
Ainda é possível ver que durante
todo o transcorrer do livro, o autor apresenta pequenos truques da mente, como
propõe no título, desde os esquecimentos de Holmes, a mulher com o filho morto
nos braços que acredita que ainda pode salvá-lo, os efeitos da música sobre a
mente humana, até o truque desenvolvido por Holmes para superar as perdas das
pessoas que amava.
Vale a pena ler.
Fernando Lima
Fernando Lima
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